31.10.05

Há que começar a bebê-lo com gasosa! (2)

«Custa, em dois jogos fora, fazer quatro golos e não conseguir mais que dois pontos."
Paulo Bento, messias

É para veres o que custa a vida, ou aos adeptos Gil Vicente e do Boavista não custa marcar dois golos em casa e amealhar só mais um mísero ponto?!

30.10.05

um País tremido

Há uns meses, os ingleses celebravam 200 anos de Trafalgar mais o respectivo Almirante. Os espanhóis andam agora afadigados com quatro séculos de D. Quixote. Nós, talhados para a singularidade, evocamos o Terramoto. O Terramoto é nosso e até impressionou o mundo: coitados dos Portugueses, vejam lá o que lhes aconteceu. Mas não deixam de nos invejar o Terramoto.
Seja. Há que encher as páginas culturais e mostrar que nos portámos bem. Seria impossível subir o Chiado até à Brasileira sem essa generosa lembrança da Natureza. O Terramoto foi o nosso 11 de Setembro e o Marquês o arquétipo luso de todos os Giulianis.
Mas convinha um pouco de travão a este chinfrim - entre tantas evocações agoirentas e doentias, é difícil não nos lembramos de que o País precisa mesmo é de um valente abanão.

anatomia sem fronteiras



Dizem os jornais, citando alguns estudos, que Portugal lidera fuga de cérebros a nível europeu. Sem saber se havemos de rir ou chorar por tal debandada (resta saber se legal e certificada), estranha-se, no entanto, que não haja referência a movimentos transfronteiros de outros órgãos. O que coloca várias questões: são os nossos fígados e as nossas bexigas mais caseiros? A vesícula lusa não satisfaz os exigentes mercados europeus? Temos de apostar no marketing dos baços alentejanos? Na região demarcada das tripas do Porto? O que faz o ICEP? E o Ministro Pinho?

29.10.05

Assim não!

Afinal, parece que a pandemia de gripe das aves só vai manifestar-se no Inverno de 2006.

Já ninguém cumpre prazos neste mundo?!

27.10.05

Bem-hajas, Fatinha!

Fátima Felgueiras, tomando posse como autarca de Felgueiras, garantiu que podem contar com ela para promover a "construção comum." Não se terá esquecido da palavra "civil" algures ali pelo meio?

Também falou em esperança (é um assunto que está na moda). E com conhecimento de causa. Há apenas alguns meses, era uma foragida exilada. Agora, é uma presidente de Câmara zelosa e cumpridora. Afinal é verdade. Quem espera, alcança.

Já agora, sei há muito que o julgamento da senhora presidenta não dará em nada. Esperava que o motivo fosse insuficiência de provas ou qualquer coisa do género. Mas surpreendeu-me que se chegasse ao ponto de declarar inválidas as provas que existiam. É mais um grande momento para a justiça nacional.

26.10.05

A ave rara



Deste ovo não vai sair um réptil (como o dinossauro) nem um peixe (como o peixe sapo). Vai sair uma ave. Uma ave rara, socialista, republicana e laica.

Tudo bem, cavaco não, mas com a gripe que anda aí é sempre bom desconfiar das aves!

23.10.05

A frontalidade

Quinhentos mil homens sofrem de disfunção eréctil em Portugal. Eles que apareçam para a gente se rir um bocado. Ha ha ha! Disfunção eréctil!

20.10.05

O desejado



Acabo de ver o regresso do Messias transmitido em directo pela televisão. Só esperava que não fosse tão seco de cara.

A propósito: http://cavaco-nao.blogspot.com/

19.10.05

Romantismo vs Realismo ou "O teorema literário do ananás"

"-Se houve pretexto para ela, foi da sua parte, e escolheu-o bem infame e vil. Não lho invejo. Da minha não é pretexto; é uma interrogação bem positiva e terminante. Todos os motivos anteriores, que podiam autorizar-me a procurá-lo, cessaram ante a impreterível exigência deste. Preciso de justificar-me, e por isso preciso de conhecer e de ouvir os meus acusadores.

-E imagina que sou eu quem deve auxiliá-lo na tarefa? Pelo menos menos devia escolher uma hora mais cómoda. Sabe que na Alvapenha se janta patriarcalmente ao meio-dia..."


A Morgadinha dos Canaviais, Júlio Dinis, 1868

"-Enquanto esperas, tens esse metal vil que faz a existência nobre. Instalas tua mulher, porque desde hoje é tua mulher, aqui nos Olivais ou noutro sítio, com o gosto, o conforto e a dignidade que competem a tua mulher... E deixas-te ir! Nada impede que façais essa viagem nupcial à Itália... Voltas, continuas a fumar a tua cigarette e a deixar-te ir. Este é o bom senso: é assim que pensaria o grande Sancho Pança... Que diabo tens tu naquele embrulho que cheira tão bem?

-Um ananás..."


Os Maias, Eça de Queirós, 1888

17.10.05

A gripe das aves

Acho que, em vez de nos dizerem que um quarto da população portuguesa será afectada pela doença e que milhares de portugueses vão morrer, deviam dar-nos o nome completo e a morada de cada uma das vítimas. Assim, ficávamos a saber o que o futuro nos reserva.

Há que começar a bebê-lo com gasosa!

Dias da Cunha afirmou que os maus resultados do Sporting, em parte, são culpa da "comunicação social que temos".

13.10.05

Desilusão, escândalo, tragédia

Nobel da Literatura de 2005 atribuído a Harold Pinter.

Será este o motivo do surpreendente afastamento de José António Saraiva?

12.10.05

Figo

Um nome da actualidade, um nome contemporâneo, um nome importante para as crianças de hoje, disse Gabriel Alves, um homem actual, contemporâneo.

Neste país, quanto mais tolinhos formos, mais facilidade temos em fazer com que nos ouçam!

11.10.05

A mais bela história de amor

Nas promoções da série "Pedro e Inês," o último arremedo histórico-palerma do novo presidente da Câmara de Santarém, diz-se que é "a mais bela história de amor." Será? Vejamos:

-Rapaz conhece rapariga.
-Rapaz apaixona-se por rapariga e negligencia a esposa legítima.
-Rapaz e rapariga consumam relação e têm filhos.
-Rapaz casa com rapariga às escondidas.
-Pai de rapaz manda degolar rapariga.
-Rapaz enlouquece de fúria.
-Rapaz manda arrancar o coração aos assassinos da rapariga com requintes de malvadez.
-Rapaz desenterra rapariga em adiantado estado de decomposição e obriga todos a beijar-lhe a mão.

O amor é uma coisa tão linda.

10.10.05

Sermão

"Vós, diz Cristo, Senhor nosso, falando com os pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção; mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos nela que têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, ou porque a terra se não deixa salgar."
Padre António Vieira, Sermão de S. António aos Peixes

Se considerarmos o povo como sendo o sal e a terra como sendo os políticos, está explicado o resultado das autárquicas.

O povo é quem mais ordena

Que bonita lição estamos a dar ao país, disse Fátima Felgueiras ao povo. Pois eu também acho. O país (e, consequentemente, quem o frequenta) só tem os autarcas que merece. Portugal devia era mudar de povo.

9.10.05

Prémio de consolação

Deixa lá Dinis, o papá não ganhou mas ficou em segundo!

A partir de hoje...

Image hosted by Photobucket.com

... há mais um motivo para simpatizar com Amarante.

Ainda há quem não se deixe enganar, Avelino.

Consciência cívica

Às vezes, quase me sinto mal quando voto em branco. Mas, nas eleições autárquicas, isso nunca acontece.

Porque posso votar em branco, verde e amarelo.

8.10.05

Olé olé

O jogo vai a meio e já deu para perceber que:

-Scolari escolhe os jogadores a partir de cadernetas de cromos.
-O cromo mais cobiçado de todos é realmente um grande jogador mas os outros dez à volta atrapalham-no.
-O cromo nº 1 deveria continuar a ser o titular mas da baliza do Clube Desportivo do Montijo.
-Dá gosto ver o afinco com que jogam os jogadores do Liechtenstein quando não têm nada a ganhar.

Pondo de parte tudo isto, há uma coisa que será sempre válida independentemente do resultado. É uma das regras básicas do desportivismo mas parece que as pessoas que nos povoam a televisão decidiram esquecê-la. Mesmo que o jogo fosse contra a selecção de reservas dos estropiados de guerra da Eritreia, nada justifica vitórias cantadas à partida e comentários constantes e desagradáveis a roçar o "engraçadinho" acerca da pequenez da equipa adversária e do país que representa. Até porque o país em questão, mesmo tendo apenas 160 quilómetros quadrados e uma população que ronda os 30 mil habitantes, é um dos mais ricos do mundo. Nós... bom... ponhamos as coisas nestes termos: nós não somos. É melhor ficarmos caladinhos antes que eles decidam comprar-nos e vender-nos para sucata.

7.10.05

1 ano

O Golpe de Estado faz hoje anos. Parabéns! Felizmente para quem ganha a vida a escrever em blogs, vivemos num país onde, salvo raro excepções, os que não filhos da puta são enteados.

O alerta

De vez em quando, há crianças que vêm ter comigo e perguntam-me: "Tiozinho, afinal de que maneiras é que o jornalismo pode ser útil à sociedade?" (sim, há gente que me chama tiozinho) E eu ponho o meu melhor ar catedrático e explico, dando exemplos. O pior é que os exemplos adequados são difíceis de encontrar, sendo necessário guardá-los em memória quando surjam. Hoje é um desses dias felizes e passo a falar-vos de um magnífico trabalho jornalístico publicado numa página inteira do Público de hoje (página 32, secção de Sociedade) que cumpre todos os requisitos que se esperam de uma peça jornalística, ou seja, que informe, que eduque e que contribua para um mundo melhor.

O título é "Crianças europeias mais contaminadas do que as mães" e, por baixo de uma fotografia desfocada de uma criança que corre por um corredor fora em pânico e legendada com "Somos todos cobaias involuntárias de uma experiência global descontrolada', sublinha um especialista. Os mais novos não são excepção", ficamos a saber que, de acordo com um estudo da World Wildlife Fund, foram encontrados vários químicos nocivos presentes no sangue de 13 famílias de 12 países, químicos esses que são usados pela indústria no tratamento de vários bens de consumo que vão de alimentos a vestuário, electrodomésticos ou produtos de higiene e beleza. E não se perde tempo com eufemismos. O primeiro parágrafo abre logo a matar: "Quando se sentam ao computador, utilizam aparelhos eléctricos ou vestem roupa, as crianças europeias estão a ser contaminadas com variados tóxicos que entram no seu corpo." Ah é? Que coisa medonha. Então e que podemos nós, adultos responsáveis, fazer para evitar isso? Respondendo a esta pergunta, ali vem ao lado uma listagem de produtos perigosos e uma pequena colectânea de dicas para quem quer escapar ao perigo da contaminação generalizada.

Ficamos a saber que há "cerca de mil químicos diferentes" que podem estar presentes nos alimentos e que "nas latas e alguns plásticos, por exemplo, existem substâncias que podem perturbar o sistema hormonal." O quê? Mas que escandaleira! Quer dizer que, ao comer o conteúdo de uma lata de atum, corro o risco de que me nasçam ovários? Isso não pode ser. Com o sistema hormonal não se brinca! Em relação aos cosméticos, diz-nos a autora da peça que "as substâncias perigosas, como os ftalatos, tanto podem estar presentes como não, mas é difícil saber porque não constam na lista dos ingredientes." Ficamos todos mais tranquilos assim. "O mobiliário, os aparelhos eléctricos e as carpetes têm muitas vezes retardantes de chamas ou tratamentos antinódoas que contêm químicos perigosos." Os mesmos retardantes de chamas são também usados para tratar o vestuário que é feito totalmente ou em parte de fibras artificiais tingidas com tintas químicas.

E depois, as dicas sobre "como evitar o perigo." Na casa de banho, devemos evitar "cosméticos e outros produtos de higiene e beleza com fragrâncias sintéticas" (ou seja, todos). Com as crianças, é necessário evitar biberões de plástico e não reutilizar "garrafas de plástico para dar de beber ao bebé?" (Hã? E garrafas de cerveja? Pode-se?) Aconselha-se também "cuidado com a origem dos brinquedos" (se a etiqueta disser "MADE IN NORTH KOREA", não compre). E, finalmente, na cozinha, devemos evitar "enlatados, perfumadores de ambiente e produtos de limpeza com fragrâncias fortes" e usar "produtos biológicos" (a associação de produtores do ramo agradece).

Ou seja, para resumir tudo isto ao essencial, se não quiser passar o resto dos seus dias como reservatório ambulante de químicos nocivos, não tome banho, não lave a casa, satisfaça as suas necessidades fisiológicas num baldio virgem de herbicidas, ande nu (não pense em embrulhar-se em peles de animais, seu ecoterrorista!), não coma nada (nem os produtos hortícolas e frutícolas que estão cobertos de pesticidas), não se aproxime a menos de vinte metros de qualquer aparelho eléctrico, dê um copo ao seu bebé e ele que se desenrasque sozinho e, de preferência, vá morar para uma gruta bem arejada.

Seja responsável. Cuide de si e dos seus.

5.10.05

O fado do autarca

Chegou-me às mãos um texto escrito pelo filho de um presidente da Junta de Freguesia de uma vila do Portugal profundo que, para além de ser uma pérola literária fascinante, constitui testemunho ímpar, comovente e certamente desinteressado de uma realidade que, muitas vezes, escapa ao comum dos cidadãos, ignorante da situação inglória e até trágica de muitos pequenos autarcas e da ingratidão que os rodeia. Passo a transcrever sem quaisquer correcções, censuras ou acréscimos (à excepção da ocultação das identidades) Espero contribuir assim para ajudar os portugueses a melhor reflectirem na natureza do poder autárquico português em véspera de eleições.


"INJUSTIÇAS NÃO...

Conterrâneos Amigos,
É com muita tristeza, que vos escrevo...
Quando olho para tudo o que o meu pai tem feito pela nossa gente e pela nossa terra, como por exemplo no associativismo, voluntariado, e Junta de Freguesia, e o vejo ser criticado por aqueles que Nada, e repito "Nada fazem de construtivo", por esta terra que ele tanto adora (o único motivo pelo qual ele está na política e não por cores partidárias nem por interesses pessoais), e que por acaso só se lembram de A. nesta altura porque lá existe uma mesa de voto, sinto uma tristeza profunda assim como toda a minha família.
Quando o meu pai entrou para a Junta, tinha o meu irmão mais velho 11 anos, eu tinha 7 anos e o meu irmão mais novo 1 ano, hoje com 23, 19 e 12 respectivamente, olhamos para trás e lembramo-nos de muitos momentos em que sentimos a falta da presença do nosso pai, porque simplesmente se encontrava ao serviço da nossa terra, até mesmo ao domingo, feriados, dias de festa em casa, etc, etc.
Não o criticamos por isso, pois melhor que ninguém conhecemos os seus sentimentos e as suas aspirações para com a nossa terra. É pois com profunda tristeza que nos deparamos com uma dúvida:
Terá valido a pena, todo este sacrifico?
É com muita pena que vejo pessoas que até julgava poder dizer "Amigos do meu pai", servirem-se de mentiras e insinuações caluniosas para denegrirem a sua imagem, e conseguirem apenas atingir os seus objectivos pessoais, que são nada mais nada menos que a ambição do poder.
Se há coisas que os meus pais e a minha formação de fé me ensinaram, foram: a honestidade, a verdade e a humildade acima de qualquer ambição ou interesse, porque: "Antes ser pobre e honesto, do que rico e desonesto."
Sabe-se lá porquê, mas algumas pessoas insinuam que o meu pai tem tido muitos benefícios por estar na Junta de Freguesia. Vejamos ao que se querem referir com os "tais benefícios":

-Será que por ventura se referem ao seu horário laboral? (oficialmente a meio tempo, ou seja 3h 30 por dia) - que na prática se traduz num conjunto de 10 a 12h diárias. Só não vê quem não quer!

-Será que se referem às deslocações que ele faz ao serviço da Junta de Freguesia, na sua própria viatura, pagando combustível do seu próprio bolso?

-Será que se referem aos sábados, domingos e feriados em que ele se encontra ao serviço da junta?

-Será que se referem a um acidente que ele teve ainda à pouco tempo, com a sua viatura, encontrando-se ao serviço da Junta de Freguesia, acidente esse que lhe "rendeu mil e tal euros em saldo negativo na sua conta"?

Amigos A...enses, decidi escrever-vos esta carta, quando me deparei com um papel, sabe-se lá feito por quem e assinado por ninguém, porque, quem diz falsidades tem medo de se identificar, que põe em questão o facto de o meu pai se encontrar a trabalhar na energia eólica. Será que essas pessoas acham, que é com à volta de 500€ (100 contos) mensais que o meu pai recebe da Junta, que nós, "cinco pessoas" podemos viver?
Não tem ele o direito de tentar melhorar a qualidade de vida da sua família?
O meu pai apenas tomou conhecimento de que precisavam de pessoas e ofereceu-se tal como o B. (colega de trabalho). E não como andaram para aí a dizer que o F. já lá tinha metido um filho e que iria meter outro. Não sei se para felicidade de alguns, mas informo que eu, P., encontro-me desempregado...
Desde que o meu pai entrou na Junta de Freguesia, já lá vão doze anos, que a nossa vida familiar tem tido muitas situações negativas, principalmente no aspecto financeiro. Mas Orgulho-me de dizer que o meu pai é uma pessoa 100% honesta e que já mais utilizou a Junta em benefício próprio. Orgulho-me ainda das suas capacidades para ir ao encontro das necessidades da Freguesia, idealizando projectos e conseguindo apoios para os mesmos. Não tem formação académica superior, mas reconheço nele tantas ou mais capacidades, que muitas pessoas que se dizem com esta formação, mostrando sempre um sorriso humilde para com todos, até mesmo para aqueles que o criticam e põem a sua dignidade em causa, apunhalando-o pelas costas.
Espero sinceramente que todos os A...enses, no próximo dia 9 de Outubro, vão exercer o seu DIREITO de voto, CONSCIENTES, do que todos os candidatos à Junta de Freguesia já fizeram pela NOSSA TERRA e do que se propõem fazer. Aí sim. Votem!

DEIXE-MOS DE LADO OS PARTIDOS...
VOTEMOS EM CONSCIÊNCIA, NAS PESSOAS QUE CONHECEMOS...


P."

3.10.05

eclipses em Janeiro?

As aparências iludem

"Inter de Milão lidera «ranking» de clubes; Sporting é o melhor português"

in "A Bola"

2.10.05

Ontem como hoje

Então, estão convencidos? Que lhes tenho eu sempre dito? Isto é um país que só suporta hortas e arraiais... Corridas, como muitas outras coisas civilizadas lá de fora, necessitam primeiro gente educada. No fundo todos nós somos fadistas! Do que gostamos é de vinhaça, e viola, e bordoada, e viva lá seu compadre! Aí está o que é!

"Os Maias" Eça de Queirós, 1888

1.10.05

Andam a brincar com a tropa!

Não é que me preocupe muito a classe militar, mas ver o José Castelo Branco de camuflado e saltos altos em poses de femme fatale dá-me assim uma espécie não sei de quê que me faz desejar que a tropa a sério interrompa o campeonato de sueca e corra aquela gente toda a tiro. A título de exemplo. Júlia Pinheiro incluída.